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O mercado da saúde
Ambiente externo em expansão

Conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o segmento atingiu 53,3 milhões de beneficiários em planos de assistência médica, uma taxa de crescimento em torno de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior.  São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro registraram o maior ganho em números absolutos. A participação dos planos coletivos empresariais permanece predominante, com 73% dos planos médicos nesta modalidade.

Entre janeiro e setembro de 2025, as operadoras registraram lucro operacional de R$ 9,3 bilhões, o maior dos últimos cinco anos, segundo a ANS, com crescimento próximo a 140% sobre o mesmo período de 2024. O lucro líquido acumulado alcançou R$ 17,2 bilhões, reflexo de reajustes em contratos coletivos, redução de fraudes e avanços na gestão dos custos assistenciais. Paralelamente, a percepção dos beneficiários também evoluiu: levantamento do IESS, conduzido pelo Vox Populi, apontou índice de satisfação de 85% em 2025, o mais elevado da última década.

DESAFIOS DA SAÚDE SUPLEMENTAR

Os principais indicadores do setor continuam a ser acompanhados de perto para antecipar qualquer mudança de mercado que afete a sustentabilidade dos negócios.

Sinistralidade

A sinistralidade, principal indicador para o desempenho operacional das operadoras médico-hospitalares, atingiu 81,9% no acumulado até o 3º trimestre de 2025 (2,4 pontos percentuais abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior). Este é o menor nível desde 2021, quando a demanda reprimida da pandemia levou à alta no uso dos convênios.

A redução da sinistralidade é explicada principalmente pela recomposição das mensalidades, que superou a variação das despesas assistenciais, movimento observado desde 2023.

Concorrência e concentração

O cenário reforça a polarização competitiva: enquanto grandes grupos ampliam margens e participação, operadoras menores enfrentam pressão regulatória e risco de saída do mercado.

Fusões e aquisições

O mercado de saúde continuou em 2025 como um dos setores mais dinâmicos no Brasil em relação a fusões e aquisições. Esse é um movimento comum no segmento que, nos últimos 20 anos, por exemplo, teve média de uma transação a cada 9 dias, de acordo com levantamento da KPMG.

Regulação e judicialização

A judicialização permanece como um dos principais desafios para a saúde suplementar. As ações judiciais continuam crescendo, refletindo a complexidade do setor e a pressão por coberturas ampliadas. As demandas mais frequentes envolvem medicamentos, tratamentos de alto custo e reajustes contratuais, fatores que impactam diretamente a previsibilidade e os custos das operadoras.

Inovação e incorporação tecnológica

O setor mantém seu dinamismo com forte incorporação tecnológica, seja nos tratamentos da saúde através de novos medicamentos e equipamentos, seja na telemedicina com o direcionamento de percurso e monitoramento de pacientes. Se por um lado gera maior precisão, otimização de processos e potencial redução de custos no tempo, por outro, demanda investimentos e incrementa os custos iniciais, o que gera pressão adicional ao sistema.

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